Miguel Granja

Que este seja um mercado barulhento de palavras. Albardei os meus burros com as minhas. Vêm carregados, suados, teimosos e dóceis. Levem-nas, comam-nas, cuspam os caroços e atirem para o chão os cascabulhos. Neles, alguma semente encontrará o caminho para a terra e dessas árvores talvez algum bicho, pessoa ou extraterrestre se venha a alimentar.

Se a poesia é para se comer, os lápis são para se morder